Categoria: Saúde Geral

7 remédios para cólica que não podem faltar em casa

7 remédios para cólica que não podem faltar em casa

Afetando sobretudo as mulheres durante o período menstrual, as cólicas representam um incômodo e tanto para quem sofre com elas. Como se não bastasse a irritação e as demais alterações hormonais durante a Tensão Pré Menstrual (TPM), estima-se que entre 70 e 90% das mulheres são afetas por essas dores agudas no baixo-ventre, que vão e voltam.

É pensando nisso que, no artigo de hoje, listaremos 8 eficazes remédios para cólica que não podem faltar em casa, para amenizar as dores e permitir que você realize as tarefas do dia sem desconforto. Acompanhe!

O que acontece com o organismo quando há cólica?
As cólicas surgem devido à produção excessiva de prostaglandinas, substância natural do organismo que aumenta no início da menstruação, sobretudo naquelas mulheres que mais sofrem com essas dores.

É justamente essa ação das prostaglandinas a causadora das temidas contrações no útero — que, na tentativa de eliminar o endométrio, produzem as cólicas, um dos problemas ginecológicos que mais afetam mulheres no mundo todo.

Para se ter uma ideia, em alguns casos, o incômodo chega a ser tão intenso que se torna incapacitante e interfere no dia a dia da mulher. Nessas situações, se a dor for muito forte ou persistir até mesmo após o final da menstruação, um médico deverá ser consultado.

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Todavia, salvo esses casos que necessitam de atenção profissional, os remédios para cólicas representam uma ótima alternativa para mandar o incômodo para longe. Abaixo, conheça aqueles que não podem faltar em sua casa!

Quais remédios para cólica devo ter em casa?
1. Ibuprofeno
O ibuprofeno é um agente anti-inflamatório de propriedade analgésica. Trata-se de um fármaco bastante indicado para o alívio de dores — inclusive as na região pélvica, como as cólicas menstruais — uma vez que ajuda a reduzir a produção das enzimas causadoras desse desconforto.

Além disso, sua ação é considerada moderada por apresentar menos reações adversas que os demais. Por esse motivo, ele pode ser usado tanto em crianças (sob indicação médica) quanto em adultos.

2. Feldene
O Feldene é um anti-inflamatório não esteroide indicado para uma variedade de condições — inclusive aquelas que requerem atividade analgésica, para a redução ou desaparecimento da dor.

Além de aliviar inflamações na coluna, músculos e articulações, o Feldene é uma opção certeira para aliviar cólicas menstruais, podendo ser usado por adultos e crianças acima de 12 anos. Seus efeitos podem ser notados em cerca de 1 hora após utilização.

3. Ponstan
O Ponstan é certamente um dos remédios para cólicas mais conhecidos. Seu princípio ativo é o ácido mefenâmico.

Ele é um agente anti-inflamatório não-esteroide que inibe a produção das substâncias estimulantes da inflamação, gerando atividade anti-inflamatória, analgésica e antipirética (redução ou até mesmo supressão da febre). O medicamento é contraindicado para menores de 14 anos.

4. Paracetamol
Você provavelmente já conhece ou ouviu falar em Paracetamol, não é verdade? Trata-se de um fármaco analgésico amplamente utilizado ao redor do mundo, indicado para a redução da febre e para o alívio de dores — incluindo as cólicas menstruais.

Seu uso é adulto e pediátrico, com efeito 15 a 30 minutos após a administração oral, permanecendo por 4 a 6 horas.

5. Doralgina
A Doralgina é um remédio com atividade antiespasmódica e analgésica, indicado para o tratamento de diversos tipos de desconfortos, como cólicas, dores de cabeça e enxaquecas.

Os efeitos de sua ação ocorrem também entre 15 a 30 minutos após administração oral, permanecendo por 4 a 6 horas.

6. Buscopan (ou Atroveran)
O Buscopan e o Atroveran também são antiespasmódicos recomendados para quem sofre com desconfortos abdominais e pélvicos, como as temidas cólicas menstruais.

O Buscopan age exatamente onde é necessário, com efeitos colaterais bem tolerados. Já o Atroveran tem ação analgésica, sendo bastante eficiente no combate à dor.

7. Anticoncepcionais
Além da ação contraceptiva, os anticoncepcionais orais podem acabar de vez com as cólicas menstruais. Contudo, é crucial conversar primeiramente com um ginecologista para saber qual o mais indicado ao seu caso.

Cólica Menstrual

A dismenorreia ou disminorreia, mais conhecida como cólica menstrual, é uma dor que acomete a região pélvica que ocorre antes ou durante o período menstrual, atingindo aproximadamente 50% das mulheres em idade fértil.

Pode ter etiologia primária (ou essencial) ou secundária:

Dismenorreia primária: não existem problemas orgânicos subjacentes. A dor inicia-se normalmente a partir do segundo ano após a menarca, coincidindo com o início dos ciclos ovulatórios.
Dismenorreia secundária: ocorre devido a alterações orgânicas. Pode iniciar-se em qualquer idade, e pode estar associada a ciclos anovulatórios.
Existem fatores que agravam o quadro de dismenorréia, como:

Primária: nuliparidade (nunca ter tido filhos), obesidade, tabagismo, histórico familiar positivo.
Secundária: infecções pélvicas, doenças sexualmente transmissíveis, endometriose.
O sintoma que predomina é a cólica. Costuma aparecer na véspera ou algumas horas antes da menstruação e aumentar de intensidade nos dia seguinte. Pode localizar-se na parte inferior do abdômen ou ser difusa, lembrando movimentos intestinais. Quando a dor está localizada na região de baixo ventre, costuma difundir-se para a raiz das coxas e região lombar, podendo ser confundida com dores na coluna. Muitas vezes a dor pode vir acompanhada de outras queixas, como cefaléia (que pode ser persistente e do tipo enxaqueca), náuseas, vômitos, diarréia, irritabilidade, depressão, fadiga e dificuldade de convívio social.

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O diagnóstico é clínico, com base no histórico, exame físico e ginecológico. Certas vezes, necessita de exames complementares para exclusão de outras causas desses sintomas.

O tratamento é feito baseado na etiologia. A primária pode ser abordada de acordo com o desejo ou não das pacientes a contracepção. Nesse caso, a primeira escolha é a utilização de anticoncepcional oral, que tem uma eficácia de até 90%. Os antiinflamatórios não-esteróides (AINES) são as drogas de segunda escolha, pois sua utilização é limitada devido aos efeitos colaterais, sensibilidade à droga ou contra-indicações. A dismenorreia secundária pode ser tratada com foco no fator desencadeante, com abordagem cirúrgica ou clínica de acordo com o caso.